Estava mais angustiado que o goleiro na hora do gol, quando você entrou aqui, como sol no quintal.
Entre sem bater.
domingo, 20 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Cores verdadeiras.
Nada explica o que eu sinto por você. Por isso é até chato para quem lê. Eu te amo, mesmo isso parecendo pouco. Parece vazio e sem sinceridade se comparado a mesma potência deste sentimento que só cresce como se fosse uma equação ax+b=0 de a positivo. É tão interior e enraizado que incomoda, perturba, machuca. Nós dois. Como naquelas doenças, não se vive sem, só que por ser do sentimento mais falado de toda a História, talvez seja possível viver muito bem com (mentira - se é possível viver com, não é por essa justificativa). Quanta asneira. Eu te amo, eu te amo, eu te amo, more today than yesterday, but not as much as tomorrow.
domingo, 23 de maio de 2010
Título
Vontade de escrever. Sim, isso é pra lá de ridículo, mas eu estou. Esses dias meu professor disse que a escrita tem como fundamental um triângulo: autor, mensagem, leitor. Não concordo, aliás, claro que faz sentido, esse é o padrão. Ele disse também que um livro só está completo quando lido. Se não concordo do primeiro, não concordo com o segundo, evidente.
Pode-se escrever algo apenas para o autor, sem se preocupar até mesmo com a mensagem. Também pode se escrever algo preocupado apenas com a mensagem, sem envolver uma preocupação do autor com ele mesmo e com o leitor, mesmo achando isso um pouco estranho, já que podemos discutir se é possível escrever algo sem o autor está presente naquele texto, acredito que sim. E com o leitor, esse é o mais claro que é possível escrever sem ele ou também apenas para ele, sem se preocupar com autor e escrita. Mas não sei o por quê de escrever isso, até entendi o que ele quis dizer.
Os lápis da Faber-Castell são bonitos, não? Interessante como outras marcas ou quaisquer tipos de objetos de pintura têm dificuldade de imitar o lindo vermelho da Faber, aquele vermelho bem tradicional, que, sei lá eu o porquê, sumiu do mercado de alguns tempos pra cá... Lembro que já ouvi uma conversa desse vermelho ser caro, difícil matéria-prima... Essas coisas assim.
Essas empresas de lenços higiênicos estão ficando riquíssimas comigo, o tempo em São Paulo é uma merda, junto com o trânsito, e estou usando aproximadamente um pacote de 15 lenços por dia. Preciso me cuidar. Hoje fiquei com inveja dos meus amigos vagabundos, fomos jogar futebol, desculpe a hipérbole mas ainda não deram um nome para o que jogamos, e soube que ontem eles foram num concerto da Osusp. Se não fosse essa bobagem de passar em vestibulares concorridos, teria tempo e dinheiro para ir com eles. Mas será bacana se eu conseguir passar.
Eu só estava com vontade de escrever, não de transformar isso em uma página com bobagens de um adolescente. Internet é uma merda mesmo. Vou jogar Pac-man com o meu pai (só clicar duas vezes no insert coin que dá pra jogar em dupla).
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Estranhos.
Vivo porque posso ou posso porque vivo? Sei que estou para versos assim como homem está para vida. Uma negação.Onde nasceu o vilão dos filmes e o vilão do palco, na época de Alexandre, até mesmo na época da terra entre rios, sempre fomos nós e nós, do jeito que sou, prefiro pensar que não é tão descendente a necessidade de culpar nossa deficiência com vilões. Os escravos tinham nada porque eram escravos, e nós, somos escravos de quem? Prefiro acreditar na lei da selva do que no egoísmo, não que não exista, mas não é possível de criar sozinho isso, somos os maiores, não somos escravos, não somos vilões, nem herois, não podemos simplesmente, cada um de nós viver uma vida medíocre podendo fazer o que quiser, ou quase isso ao menos? Agora que está tudo tão claro, evidente que produzimos mais do que precisamos, não podemos parar com isso, deixar todo mundo tendo o que precisar, e pronto? Sei lá, não entendo mais nada, mas o problema parece ser antigo, já que quanto mais cavo, mais fundo fica. O ar denso me faz pensar que sei como é e onde fica o fim do túnel, mas não sou idiota, só queria que, sei lá, alguém pegasse uma escada e me puxasse por cima mesmo, aliás, se estivesse lá, meu egoísmo me permitiria não ter que pensar tanta bobagem.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Campos de ouro
O andar tornava-se cada vez mais lento, preciso e pensado. Cada passo era dado com muita insegurança, o peso em suas costas parecia cada vez maior, queria ter conhecido Notre Dame para entender como aquilo era possível sem nada em suas costas. Andava naquela espécie de areia, movediça não, funda, e seguia pelos caminhos tortuosos e escuro a procura, sabia para onde era seu Norte, só não tinha certeza se era para lá que ele queria ir, mas é para lá que deve ir.
Estava sozinho, não entendia o tamanho da pressão que colocara sobre si mesmo, sabia dos campos de ouro, estava lá, erá só chegar no fim daquele caminho sem luz, talvez o menor feixe de luz o faria ver o que alquimista nenhum viu, talvez algum herdeiro da Dádiva já pensou. Determinado como é, jamais conseguiria ver que areia na verdade era ouro.
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